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Gato-Palheiro-Pampeano (Leopardus munoai)
Perda extrema de hábitat e redução de território decorrentes da expansão da soja, arroz e silvicultura sobre os campos nativos. A espécie também enfrenta alto índice de mortalidade por atropelamentos em rodovias, contágio de doenças por cães domésticos e caça por retaliação. Restam apenas cerca de 243 a 250 indivíduos adultos na natureza em todo o Brasil (concentrados no RS).

É uma espécie nativa do bioma Pampa, embora sua densidade populacional na metade sul do estado tenha sofrido um declínio drástico. O avanço da fronteira agrícola e a consequente supressão da vegetação nativa privaram o predador dos refúgios e presas necessários para sua sobrevivência, tornando seus registros raros no território pampeano.

Puma / Onça-parda (Puma concolor)
Gavião-cinza
(Circus cinereus)
O gavião-cinza é uma ave de rapina rara e restrita aos banhados e campos do Rio Grande do Sul. Ele está ameaçado de extinção regional devido à destruição e drenagem de banhados para dar lugar a lavouras de soja e silvicultura, o que elimina os locais onde caça e constrói seus ninhos no solo.
O principal fator para o risco de extinção da espécie é a perda e fragmentação de seu habitat natural, desencadeadas pela conversão de campos nativos em lavouras agrícolas, além de pressões adicionais como atropelamentos em rodovias, ataques de cães domésticos e abates por retaliação devido à predação de animais de capoeira.
Gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi)


O lobo-guará está em CR no Rio Grande do Sul devido ao isolamento geográfico e à intensa destruição do bioma Pampa para a agropecuária, o que fragmenta seu território e causa atropelamentos frequentes em rodovias. Estima-se que existam menos de 50 indivíduos maduros vivendo em todo o território gaúcho, o que torna cada registro da espécie extremamente raro e urgente para ações de preservação.
Lobo-guará
(Chrysocyon brachyurus)
Sapinho-de-barriga-vermelha-de-bafejar (Melanophryniscus montevidensis)
Está em extinção devido à destruição de seu habitat costeiro pelo avanço urbano e agrícola no Pampa gaúcho. Por depender de poças temporárias para se reproduzir, ele é muito vulnerável a secas e alterações no solo. Embora o número exato global seja desconhecido devido ao seu hábito de ficar escondido, um estudo em Santa Vitória do Palmar (RS) estimou uma população local de cerca de 19.000 indivíduos, que sofrem com o isolamento e a degradação ambiental.







Noivinha-de-rabo-preto (Heteroxolmis dominicana)
Lagartinho-das-dunas (Liolaemus arambarensis)





Está ameaçado de extinção devido à rápida perda de campos nativos úmidos e de altitude decorrente da expansão agrícola e de pastagens intensivas em sua área de reprodução no sul do Brasil, somada à constante pressão da captura ilegal de machos para o comércio de aves canoras.
Caboclinho-de-barriga-preta (Sporophila melanogaster)
O maçarico-de-papo-vermelho corre risco de extinção devido à escassez de alimento em suas rotas migratórias e à degradação das praias gaúchas por urbanização e veículos. Sua população global desabou de 82.000 para menos de 30.000 indivíduos, tornando os registros da espécie no Rio Grande do Sul cada vez mais raros.
Maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus)
Perda e severa fragmentação de hábitat decorrentes da urbanização da orla costeira, construção de condomínios e nivelamento artificial de dunas no litoral norte gaúcho. A espécie também sofre forte impacto pelo pisoteio de turistas, ataques de animais domésticos (cães e gatos) e contágio por doenças de pets. População Estimada com estimativa de menos de 2.500 indivíduos maduros na natureza, sofrendo com o isolamento de seus pequenos grupos.
Tuco-Tuco-das-Dunas (Ctenomys flamarioni)
O Surubim-pintado está em perigo no Rio Grande do Sul devido à pesca predatória, à poluição das águas e à construção de barragens, que bloqueiam suas rotas de reprodução. Por ser um peixe grande, ele sofre muito com essas ações humanas. A ciência confirma que a população da espécie sofreu uma redução drástica nas últimas décadas.
Surubim-Pintado (Pseudoplatystoma corruscans)
Está em perigo de extinção porque vive apenas nas dunas da margem oeste da Laguna dos Patos, um habitat que está sendo destruído pela expansão imobiliária, plantações de pinus e tráfego de veículos na areia. Por ser uma espécie rara e restrita, cientistas estimam que restem entre 250 e 2.500 indivíduos adultos na natureza, tornando sua conservação urgente para a biodiversidade gaúcha.
O sapo-de-chifres está Criticamente em Perigo (CR) no Rio Grande do Sul devido ao avanço das lavouras e do uso de agrotóxicos, que destroem os banhados e campos nativos do Pampa. Como registrá-lo virou um desafio imenso nas últimas décadas, os cientistas focam os esforços em buscas intensivas, com a forte esperança de que populações ainda resistam escondidas em áreas preservadas do nosso estado.
Sapo-de-chifres (Ceratophrys ornata)
A noivinha-de-rabo-preto corre risco de extinção devido à destruição e fragmentação dos campos nativos e banhados do Pampa, convertidos em monoculturas e silvicultura. Como a espécie depende desse habitat específico para sobreviver e nidificar, seu território foi drasticamente reduzido. Atualmente, a população global estimada é muito pequena e está em declínio constante, restando apenas entre 6.000 e 15.000 indivíduos maduros na natureza.
O veste-amarela desapareceu de grande parte do Pampa porque depende de campos baixos e banhados. A drenagem dessas áreas úmidas para o plantio de arroz e a conversão do solo para a soja destruíram seus locais de reprodução e alimentação. Isolados em pequenos bandos, os sobreviventes sofrem com o empobrecimento genético, o que reduz a resistência da espécie a doenças.
Veste-amarela
(Xanthopsar flavus)
Está em perigo devido à sobrepesca histórica, principalmente porque ele é capturado quando entra em rios e estuários para se reproduzir. Além disso, a espécie se recupera muito devagar porque tem baixa fecundidade (produz poucos ovos) e os machos carregam os ovos na boca por meses, ficando vulneráveis à captura e interrompendo o ciclo de vida da espécie.
Bagre-marinho
(Genidens barbus)
Está quase extinto, corre sério risco no Rio Grande do Sul devido à destruição de seu habitat, os capinzais altos do Pampa, convertidos em lavouras de soja. A ave é extremamente rara e difícil de registrar, restando apenas populações isoladas e em declínio severo
Papa-moscas-canela (Polystictus pectoralis)
O cardeal-amarelo está à beira da extinção no Pampa gaúcho, restando apenas poucas dezenas de indivíduos livres no Rio Grande do Sul. Esse cenário crítico foi causado pelo tráfico ilegal, que captura os machos por sua beleza e canto, aliado à destruição do habitat nativo pelo avanço da agricultura e das monoculturas de eucalipto.
Cardeal-Amarelo (Gubernatrix cristata)
O avanço em direção à extinção do gato-mourisco ocorre pela destruição de seu habitat pela agricultura e por atropelamentos. Estima-se que existam apenas cerca de 5.200 indivíduos em todo o Brasil, com uma quantidade ainda menor e isolada no Pampa gaúcho.
Gato-mourisco
(Herpailurus yagouaroundi)
Austrolebias é um gênero de pequenos peixes nativos do Pampa gaúcho que possui mais de 20 espécies ameaçadas de extinção. Eles são chamados de peixes-anuais porque vivem apenas em poças temporárias que secam no verão; os adultos morrem e a espécie sobrevive através de ovos enterrados na lama até a volta das chuvas.
Peixe-anual (Austrolebias spp.)
Está ameaçado de extinção principalmente pela perda e degradação dos campos nativos e pastagens altas, convertidos de forma acelerada em monoculturas agrícolas e silvicultura, além do impacto contínuo da captura ilegal direcionada ao comércio de aves silvestres.
caboclinho-de-chapéu-cinzento
Caboclinho-de-chapéu-cinzento
(Sporophila cinnamomea)

O corredor-crestudo está sob grave ameaça no Rio Grande do Sul devido à destruição da vegetação de espinilho na Barra do Quaraí pela expansão agrícola. Como a ave depende exclusivamente desse ecossistema para viver e nidificar, sua área de ocorrência no Brasil tornou-se minúscula. Estima-se que restem pouquíssimos indivíduos na natureza gaúcha, limitados a raros grupos familiares sobreviventes no Parque Estadual do Espinilho e arredores.
Corredor-Crestudo
(Coryphistera alaudina)







O avanço acelerado das lavouras de arroz e soja, que drenam e aterram esses pequenos banhados, destrói os ovos e impede que o ciclo de vida recomece, levando o gênero ao desaparecimento.
O Curió está ameaçado de extinção devido à intensa captura ilegal e ao tráfico de animais silvestres atraídos pelo seu canto melodioso, além da perda de seu habitat natural pela degradação das matas.
Curió
(Sporophila angolensis)
A população de miraguaia no Rio Grande do Sul sofreu um colapso drástico devido à pesca predatória e descontrolada, fazendo com que as capturas anuais despencassem de até 2.000 toneladas na década de 1970 para volumes praticamente inexistentes hoje.
Miraguaia (Pogonias cromis)

O peixe entrou em processo de extinção porque tem um crescimento muito lento e os indivíduos eram capturados antes de atingirem a maturidade sexual para se reproduzir; hoje, projetos científicos tentam reverter o cenário soltando lotes de cerca de 15 mil alevinos criados em laboratório na Lagoa dos Patos.






O papa-moscas-do-campo corre risco de extinção devido à conversão de campos limpos e capinzais altos nativos em monoculturas de soja e silvicultura, além do impacto de queimadas frequentes. Sua população global é estimada entre 6.000 e 15.000 indivíduos maduros, enfrentando um declínio contínuo pela perda drástica de seu habitat de savana.
Papa-moscas-do-campo
(Culicivora caudacuta)
O gato-maracajá corre risco de extinção devido à destruição e fragmentação das florestas nativas para a agricultura e urbanização, o que destrói seu habitat arborícola e o expõe a atropelamentos, ataques de cães e caça. Estima-se que existam entre 4.700 e 20 mil indivíduos na natureza em todo o Brasil, mas a população gaúcha é desconhecida e está em declínio devido ao seu comportamento esquivo.
Gato-maracajá
(Leopardus wiedii)
Está ameaçado de extinção devido à perda de habitat provocada pela drenagem de banhados e conversão de campos nativos em lavouras, além da constante pressão da captura ilegal para o comércio de animais de estimação.
Caboclinho-de-papo-branco (Sporophila palustris)
A espécie corre risco devido à sobrepesca, poluição agrícola e perda de habitat nas lagoas costeiras (como a Lagoa Mirim) provocada pela captação de água para lavouras de arroz. Sua população global é considerada estável e pouco preocupante internacionalmente, mas no território gaúcho a pressão pesqueira e as alterações nos sistemas hídricos justificam o alerta sobre sua conservação no Pampa.
Peixe-rei
(Odontesthes mirinensis)
A lontra-neotropical corre risco de extinção devido à poluição dos rios e destruição das matas ciliares, que eliminam seus alimentos e abrigos, além do conflito com pescadores e atropelamentos. A espécie enfrenta um declínio populacional projetado em 30% devido à perda rápida de seu habitat.
Lontra-neotropical
(Lontra longicaudis)
O Veado-Campeiro é um cervídeo de campo reduzido a pouquíssimas centenas de indivíduos no Rio Grande do Sul, sobrevivendo em apenas cinco áreas isoladas do Pampa gaúcho. A espécie enfrenta o risco de extinção devido à perda de habitat provocada pelo avanço da agricultura e silvicultura, somada à transmissão de doenças pelo gado e à caça ilegal aliada ao ataque de cães e javalis.
Rato-de-baía
(Wilfredomys oenax)
Veado-Campeiro
(Ozotoceros bezoarticus)
O rato-do-mato corre risco de extinção devido à destruição rápida e fragmentação das florestas de galeria e capões do Pampa para expansão da pecuária e agricultura. Como é uma espécie arborícola rara, as estimativas apontam que sua população global seja de menos de 2.500 indivíduos maduros na natureza, sofrendo um declínio contínuo.
A espécie corre risco devido à sobrepesca e à construção de barragens, que barram as corredeiras e impedem a piracema (migração reprodutiva). Esses barramentos fragmentam os habitats no Pampa, gerando um declínio contínuo na quantidade de indivíduos adultos na natureza
Dourado
(Salminus brasiliensis)

Caminheiro-dourado
(Anthus nattereri)
narcejão (Gallinago undulata)
Caboclinho-de-barriga-vermelha (Sporophila hypoxantha)
O caminheiro-dourado corre risco de extinção devido à conversão acelerada dos campos limpos nativos em lavouras de soja e silvicultura (plantações de pinus e eucalipto), o que destrói completamente o habitat de solo plano onde ele se alimenta e faz seus ninhos. A população global é estimada em menos de 10.000 indivíduos maduros e altamente fragmentados, com uma tendência de declínio contínuo e severo devido à perda das pastagens naturais preservadas
O narcejão está em risco crítico devido à drenagem de banhados, várzeas e campos úmidos para lavouras de arroz e pecuária, o que destrói suas áreas de abrigo e nidificação. A espécie é considerada raríssima e restrita a poucos pontos preservados do Pampa.
O caboclinho-de-barriga-vermelha corre risco devido à destruição de capinzais nativos e à captura ilegal de machos para o comércio de gaiolas. Sua população global é estimada entre 50.000 e 100.000 indivíduos, e o alerta sobre sua conservação no Pampa se justifica pela perda contínua de habitat e pela forte pressão do tráfico de animais silvestres.